Calendário Arquitectura | Cultura
OUTUBRO | NOVEMBRO
Exposição. PETER ZUMTHOR
A obra do arquitecto suiço Peter Zumthor do período 1986-2007 está em exposição em Lisboa, na LX Factory, numa soberba retrospectiva preparada em 2007 pelo Kunsthaus de Bregenz, que assinalou os 10 anos de abertura ao público com o corpo de trabalho do arquitecto que desenhou o seu edifício. A Experimenta Design promove a primeira itinerância internacional da exposição, esboçando o Warm-Up da bienal de Lisboa de 2009 que fica marcado pela rotação de mais um grande evento para a Arquitectura, um ano após Lisboa ter promovido a 1º Trienal de Arquitectura.
Onde: Lx Factory, Rua Rodrigues Faria 103, Lisboa
Quando: 7 Set a 2 Nov, das 12h as 20h
Quanto: às segundas é gratuito
www.lxfactory.com
Congresso. Workshop. ARQUITECTURA SUSTENTÁVEL “FUTURO COM PASSADO”
Realiza-se em Aveiro nos dias 3 e 4 de Outubro o Congresso de Arquitectura Sustentável “Futuro com Passado”.
Trata-se de uma iniciativa organizada pelo NAAV – Núcleo de Arquitectos de Aveiro e Grupo Habitar – Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional, a realizar-se no auditório da Reitoria da Universidade de Aveiro.
A inscrição para o Congresso poderá ser feita até ao dia de Abertura do Congresso (3 de Outubro). As inscrições efectuadas no último dia não tem a garantia de entrega do certificado de participação.
Inscrições abertas a Estudantes de Arquitectura, Arquitectura Paisagista, Engenharia Civil, Planeamento Regional e Urbano, bem como a Arquitectos, Arquitectos Paisagistas, Engenheiros Civis, Profissionais de Planeamento Regional e Urbano.
Descontos especiais para estudantes:
Workshop (com acesso ao Congresso): 35€
Congresso: 10€
Para inscrição ou mais informações: http://futuro-com-passado.blogspot.com/
Conferências. ARQUITECTURA INTERCASA 08
Na comemoração do dia mundial da arquitectura, a INTERCASA 08 em parceria com a revista DARCO MAGAZINE, apresenta dia 04 de Outubro, a partir das 16h, uma sessão de conferências de arquitectura com as participações de: Estúdio Barozzi Veiga, Christ & Gantenbein, Serôdio Furtado & Associados e Nuno Brandão Costa.
Onde: FIL, Lisboa
Quando: 4 Out, apartir das 16h
Quanto: entrada livre
Instalação. GONÇALO BARREIROS
Gonçalo Barreiros propõe-nos, na presente exposição, uma nova experiência. Se, anteriormente, o seu trabalho estava directa e claramente situado no domínio da escultura, as peças agora apresentadas entram também por outros domínios como é o da instalação sonora. Houve, neste sentido, ao longo do trabalho deste artista, um afastamento relativamente a questões relacionadas com o uso dos materiais clássicos da escultura, tendo sido aprofundadas as experiências anteriormente já iniciadas em peças que se situavam na tensão entre o movimento, o som e o tempo enquanto instante.
Onde: Galeria Vera Cortês, Lisboa
Quando: 13 Set. a 31 Out.
Quanto: pouco
Exposição colectiva. AT, BY, FOR, INTO, AROUND: THE HOUSE
“At, by, for, into, around: the house” é um projecto de 12 artistas em torno de um tema de interesse comum a todos os seus participantes: a arquitectura e as suas questões e implicações na vida daqueles que a habitam. Deste modo, a partir de diferentes perspectivas e medias abordam-se dimensões formais, estéticas e conceptuais da arquitectura que revelam e reflectem sobre como os espaços e estruturas arquitectónicos afectam condições e estilos de vida, actividades, sistemas e narrativas. Em resultado de várias conversas e discussões, foca-se “the house” como metáfora e ponto de ligação a todas as diferentes abordagens pessoais e artísticas do tema escolhido. Há a dimensão privada (at the house), a dimensão social (into, around the house), a dimensão estética (for the house) e o contexto urbano (around the house). Toda e qualquer construção arquitectónica tem inerente uma semiótica que a torna reconhecível e compreensível a um olhar público. Pretende-se também reflectir sobre os conceitos de situação e contexto, em relação à localização e posição geográfica das diferentes paisagens urbanas tratadas, as quais estabelecem tipos de habitar e de habitações específicos – que evidenciam um conjunto de diferentes intenções e objectivos relativamente à realidade construída – que derivam de diferentes posições políticas, económicas, sociais e culturais. Interessa-nos questionar o que as aproxima e distancia. Mas mais do que a concentração em redor de um aspecto temático da arquitectura ou de uma única conceptualização geral, interessa-nos a possibilidade de, em torno do tema, gerar um espaço de diálogo entre cada obra, entre cada discurso, entre cada abordagem artística.
“Man makes his house and in doing so, he must put into something of himself. However, through the passage of time, the house makes man too, through the particular fold [pli] that it impresses on his daily life. Our house, for us, and above all for the laborers of the city and the fields, is therefore more than a mirror: it is also a mold, and our existence partly owes to it the form and the direction that it takes.” Alfred de Foville
Onde: Hospital Júlio de Matos – pavilhão 28, Avenida do Brasil, 53, Lisboa
Quando: 1 Out a 19 Out
Exposição. RESISTÊNCIA E DESISTÊNCIA, INÊS BOTELHO
Na continuidade do trabalho que tem vindo a subverter noções de propriedade e de fronteira em objectos que sintetizam o espacial e o social, as actuais Esculturas e Desenhos de Inês Botelho apresentam estruturas de separação de espaço e criação de lugares que, por termos uma concepção plana do território presa com a nossa orientação vertical subjugada à lei da Gravidade, correspondem a delimitações desde a linha desenhada no chão (que não precisa de força contrária à gravítica), ao tecto erguido e sustentado acima do solo. Ou seja, entre objectos que resistem à Gravidade ocupando espaço e aqueles que desistem de lutar contra ela e se deixam cair e planificar no solo, abdicando de ter corpo e de necessitar de um tecto.
Onde: Galeria Filomena Soares, Rua da Manutenção, 80, Lisboa
Quando: 26 Set a 8 Nov
Exposição colectiva. ALL WORK AND NO PLAY: do indício ao travestimento do espaço
O sótão da Plataforma Revólver foi, no passado, moldado com o objectivo de tornar-se uma casa, subvertendo a estrutura original de inabitabilidade. Concluída esta operação, ficaram visíveis as costas das frágeis paredes compostas por gesso e sarrafos de madeira. Enquanto casa, foi habitada por artistas, que dela fizeram também o seu atelier. Manteve-se, nesta modificação funcional, o âmbito artístico, onde a esfera privada deu lugar à pública. Transformado em 2006 em espaço expositivo, as marcas vivenciais são, neste lugar, indeléveis. De uma exposição para a outra sedimentam-se impressões físicas como pregos, mossas e pingos de tinta no chão.
A consciência de um espaço cunhado por marcas indiciais de natureza artística e habitacional foi o detonador destes trabalhos, metade dos quais site specific. O fio condutor das obras é, pois, o conceito de indício, nas suas diferentes acepções. A questão da identidade do espaço num sentido mais lato – e já não necessariamente adstrito ao espaço físico da casa de partida – veio a assumir um papel preponderante.
Cada novo inquilino altera a identidade do espaço nas metamorfoses que lhe administra. Esta exposição, para a qual o espaço se traveste uma vez mais, legará também, por certo, vários indícios físicos. E, desejavelmente, sedimentar-se-á a memória das obras dos artistas na história do lugar.
Onde: Plataforma Revólver, Rua da Boavista, 84, Lisboa
Quando: 25 Set. a 8 Nov. Segunda a sábado das 14h as 19:30
Quanto: nada
Instalação colectiva. YOUNG AT HEART (REMIX)
“A juventude emergiu, na segunda metade do século XX, como um dos principais actores artísticos, ideológicos e políticos das sociedades modernas. Desde então as culturas, sub-culturas e tribos juvenis foram ganhando um peso e uma visibilidade crescentes adquirindo uma função crucial de aferição da evolução dos gostos do público nas mais variadas áreas com o consequente significado económico. Os jovens tornam-se uma área de mercado com uma das mais elevadas taxas de expansão, nomeadamente na área das indústrias culturais onde música (a revolução pop), cinema (o regresso das grandes sagas juvenis e heróis infantis), televisão (a geração MTV) e informática (jogos de computador) baseiam, cada vez mais, as suas estratégias empresariais em expectativas em relação àquilo que os jovens, cada vez mais jovens, querem.
Mas a juventude não é apenas uma realidade. É também uma ideia, um ideal, uma fantasia susceptível de gerar fixações mitificadoras mas também capaz de inspirar atitudes voluntaristas, optimistas, redentoras.
A especulação sobre o tema oscila entre aquilo que os jovens querem e aquilo que se quer dos jovens. Hipótese de corporização de um ideal clássico de beleza? Reserva de valor para o exercício de um desejo sexual de alta intensidade? Laboratório de pesquisas para a produção de novos prodígios de imaginação criativa? Novos modelos de cidadão exemplar ou capital de esperança para o advento de indomáveis rebeldias?
Questões às quais o trabalho artístico, na infinita diversidade das suas práticas contemporâneas, oferece um terreno privilegiado de experimentação.
A noção de “remix” remete para as versões “extended” da música de dança que nasceram e se popularizaram nos anos 70 com o “disco” e com o posterior nascimento da “club culture”. “Remix” é uma utilização de um tema, na maior parte das vezes por um outro autor, que o reinterpreta adicionando elementos novos e retirando outros existentes na composição original. É fácil estabelecer uma relação com aquilo que nas artes plásticas se foi chamando “apropriação”, no sentido mais lato da palavra. Sem esquecer que na origem de todas as actuais diversificações e apropriações está o “mix” fundador da contemporaneidade artística : o tempo em que tudo se passa ao mesmo tempo. Falamos do “mix” entre alta cultura e baixa cultura, cultura erudita e cultura popular, cultura de elite e cultura de massas, o “mix” entre a arte e o resto, entre a cultura eterna e o culto da juventude. Alexandre Melo”
Onde: Centro Cultural de Cascais, Av. Rei Humberto II de Itália, Cascais
Quando: 12 Set a 16 Nov
Quanto: estudantes nada
Exposição. HABITAR PORTUGAL. INTENERÂNCIA NACIONAL 2008
Seleccionada pela ordem dos arquitectos
Onde: Av. 25 de Abril, Ílhavo
Quando: 4 Set a 12 Out. Terça a domingo, das 10 às 13h e das 14 às 18h.
Quanto: entrada livre

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